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03.09.2010
Consumo de tabaco entre jovens brasileiros caiu pela metade em 20 anos.

O consumo de cigarros entre os jovens brasileiros caiu mais de 50% nos últimos 20 anos. Em 2008, de acordo com o estudo de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (VIGITEL), do Ministério da Saúde, 14,8% dos jovens entre 18 e 24 anos tinham o hábito de fumar. Em 1989, este percentual era de 29% (IBGE). A pesquisa revela ainda que 10,8% de jovens nessa faixa etária já são ex-fumantes. De acordo com Deborah Malta, coordenadora da área de Doenças e Agravos Não
Transmissíveis do Ministério da Saúde, um dos fatores mais importantes no controle do tabagismo é evitar o início do vício entre adolescentes e jovens. “A adolescência é a época mais comum para a iniciação ao tabagismo, por isto é preciso estar atento e desenvolver políticas públicas para prevenir este hábito precoce. Como já existem inúmeras leis antitabagistas e ações educativas, os jovens hoje são menos expostos que no passado e por isto têm fumado menos”, afirma.

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. Em 1989, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, 35% da população adulta no Brasil era fumante. De acordo com o Vigitel, em 2008, esse índice caiu para 15,2%, sendo maior no sexo masculino (19,1%) do que no sexo feminino (11,9%). Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial, entre adultos jovens e mulheres.

O estudo mostra que as mulheres fumam menos que os homens, mas esta diferença já foi ainda maior. De acordo com Deborah Malta, as mulheres foram estimuladas pela indústria do tabaco a fumar na década de 60, em um período em que o tabagismo era visto como um estilo de vida associado à independência feminina. “Isso coincidiu com o movimento de afirmação dos direitos femininos e resultou em uma explosão do hábito de fumar em mulheres”. Atualmente, as pesquisas mostram que as taxas de mortalidade por câncer de pulmão, traquéia e brônquio são ascendentes entre as mulheres. “Os índices estão reduzindo entre os homens e aumentando no sexo feminino reflexo da iniciação tardia das mulheres ao hábito de fumar.”, afirma.

Pela primeira vez, o VIGITEL também traz a freqüência de indivíduos que declararam fumar 20 ou mais cigarros por dia. O percentual de adultos que declararam o consumo intenso de cigarros foi de 4,5%, sendo maior no sexo masculino (5,8%) do que no sexo feminino (3,4%). Entre os homens, a freqüência é maior nas faixas etárias entre 55 e 64 anos (9,8%).

Fonte: Ministério da Saúde

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Consumo de tabaco entre jovens brasileiros caiu pela metade

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