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Cientistas de Oklahoma estão investigando o efeito de uma pimenta no combate ao câncer.

Por Renata Cangussu, oncologista do Núcleo de Oncologia da Bahia

Biji Kurien, um cientista em Oklahoma, está estudando um componente químico presente numa pimenta comumente usada na Ásia chamado curcuma que possivelmente combate ao câncer.

Nos EUA aproximadamente 186.000 homens são diagnosticados com câncer de próstata anualmente. Para 2010, há uma projeção de 217.000 novos casos com 32.000 mortes relacionadas à doença.

Nos países asiáticos, o que chama a atenção é a baixa incidência de câncer de próstata, segundo o cientista. A curcuma é relativamente comum nos pratos asiáticos. No oeste onde a pimenta é menos consumida a incidência da doença já é bem maior. Aparentemente a curcuma induz morte celular em alguma células cancerígenas. Porém, a curcuma é extremamente insolúvel e ingerí-la crua possivelmente traria pouco benefício. Os estudos em andamento mostram que a curcuma aquecida se torna solúvel e portanto eficaz.

Ainda são necessários mais estudos para avaliar o melhor meio de administrar a curcuma e a dose ideal. Possivelmente essa é uma nova perspectiva no tratamento do câncer de próstata, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido antes que seja possível que médicos prescrevam a curcuma para seus pacientes.

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Curcuma

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